18 de agosto de 2015

A criança que você era teria orgulho do adulto que você se tornou?

Há alguns anos li um texto sobre o assunto e refleti bastante a respeito. Tentei pensar como criança e analisar tudo isso.

Como estou de férias, e com muito tempo livre, me peguei pensando nisso de novo.

Eu fico pensando: o que a Juliana criança acharia da Juliana adulta? Será que ela teria orgulho de mim? Será que ela me admiraria?

Primeiro, tentei lembrar que tipo de gente a Juliana criança admirava.
Crianças, em geral, têm uma forma simples de pensar. Os adultos que complicam tudo. Criança quer se divertir, quer estar com quem gosta. Criança tem momentos felizes com mais frequência que os adultos.

Bom, ela era sonhadora, arteira e falava  muito. Acho que ela ia gostar de saber que me formei em comunicação. Que virei publicitária, já que ela gostava tanto de propagandas.

Ela achava que eu já seria bem sucedida, estaria casada e com filhos, na minha casa própria. Na verdade, essas coisas ela achava por ouvir conversas de adultos. Mas, nessas questões, eu não consegui tudo ainda. Ela ficaria feliz em saber sobre o meu trabalho, apesar de não ser tão "bem sucedida" e também tenho certeza que adoraria saber que casei com alguém especial. Filhos ainda não estão nos planos, mas um dia estarão. A casa... esse é um problema mais difícil de resolver. Estamos trabalhando em soluções ainda, pequena Juliana.

Ah, ela também ia gostar de saber que eu voltei a estudar teatro, que ela tanto gostava.

Acho que, no geral, ela se orgulharia de mim, sim. Não me lembro de ter feito nada que a fizesse deixar de me admirar. Acredito que o segredo foi nunca deixar que ela se afastasse muito de mim.

E a sua criança, teria orgulho de você hoje?



29 de junho de 2015

Sobre o Casamento Gay

Na última sexta-feira (26/06) os EUA aprovaram o “casamento gay” em todo o país e o facebook lançou uma campanha de apoio que, obviamente, gerou grande discussão nas redes sociais.

Confesso que eu, há não muito tempo, tinha uma opinião mais “conservadora” a respeito da homossexualidade: Achava que era comum, mas não normal. Com o passar do tempo e com a convivência, conversas e trocas de ideias com cada vez mais homossexuais, mudei meu pensamento, que hoje é: cada um tem direito de amar e ser feliz com quem quiser.

Há quem ache que as pessoas estão sendo influenciadas e, por isso está aumentando o número de gays. Eu concordo que vemos mesmo, muito mais gays nas ruas hoje, mas não acredito que seja por influência de terceiros (aliás, nem acredito que pessoas possam se tornar gays, acho que quem é, é e pronto. Você sabe dizer quando se tornou hétero? Entende que não há um momento de “escolha”? Até por isso, o termo não é “opção sexual” e sim “orientação sexual”, já que opção, dá a entender que a pessoa teve escolha... mas vamos voltar ao raciocínio...). O que eu acredito que esteja acontecendo é que com a “exposição maior” (no bom sentido) e, consequentemente mais debate sobre o tema, mais pessoas sentem-se mais à vontade para assumir sua sexualidade.

E isso é errado? O certo é viver se escondendo ou mantendo relacionamentos de fachada como aconteceu por tanto tempo?
Deixem as pessoas serem livres. Você não precisa se tornar gay só porque o casamento entre eles foi aprovado. A proposta não é abolir o casamento hétero, é apenas dar direito a quem estava esquecido pela sociedade. Deixem que duas mulheres que se amam de verdade, ou dois homens apaixonados possam se casar também. Por que o seu direito seria maior que o deles?

No Brasil, o casamento homossexual já é possível há alguns anos. Então, por que tanto barulho por isso agora?
Eu acredito que se deva ao fato de tantos casos recentes de discriminação e manifestações de ódio por parte de alguns políticos e religiosos. Penso que foi uma forma da população – homo, bi, trans, hétero, ou seja lá o que for – demonstrar apoio aos EUA, enquanto mostram também que são muitos e, a tendência é que o número de pessoas que esperam que haja mais respeito seja cada vez maior.

Essas manifestações só podem parar quando todos puderem andar pelas ruas sem medo de serem espancados/mortos pelo simples fato de serem “diferentes”.


#LoveWins #TodaFormaDeAmor #QueOAmorSempreVença #IgualdadeDeDireitos #EuApoio  #MaisAmorMenosÓdio 


9 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher

Ontem foi o Dia Internacional da Mulher, comemorado em vários países, e que tem sua origem atribuída geralmente a duas histórias: um protesto ou um grande incêndio envolvendo uma fábrica do setor têxtil.

Seja como for, está atrelada à luta de mulheres por igualdade e respeito.

Na minha opinião, o machismo defende (muitas vezes, sem perceber) que o homem é superior. O feminismo, apesar de originalmente ter nascido da ideia de igualdade entre os gêneros, foi ficando mais radical e, todo radicalismo é intolerante e acaba se achando superior. Por isso, não acho o feminismo melhor que o machismo.

Para lutar por direitos e respeito, não acho necessário que um seja superior ao outro, pelo contrário, é preciso que sejam tratados de forma igual.

Isso também não quer dizer que homens e mulheres sejam iguais. Cada um tem suas características, facilidades, qualidades e defeitos e isso é óbvio. O que se quer é que o tratamento e o respeito sejam iguais, não as pessoas.

Nós, mulheres, já tivemos ao longo dos anos muitas conquistas, como o direito de votar ou o de competir no mercado de trabalho por empregos que, antes, eram exclusivamente masculinos, por exemplo.

Então agora está tudo perfeito? Claro que não! Falta muito, ainda. Mas não acho que o feminismo seja a solução.

Na verdade, acredito que enquanto precisarmos rotular "feminista", "machista" ou qualquer outro "ista", ainda estaremos longe de ter igualdade.

Imagem daqui
Imagem daqui

Atualização em janeiro de 2016: Já mudei muito meu pensamento a respeito do feminismo desde a publicação deste post, mas preferi mantê-lo, porque acredito na evolução e isso faz parte do que eu pensava e gosto de ver o quanto mudei.
O que eu acreditava ser feminismo, era, na verdade radicalismo. Mas uma coisa que eu ainda acredito é sobre os rótulos: 'enquanto precisarmos rotular "feminista", "machista" ou qualquer outro "ista", ainda estaremos longe de ter igualdade'.
Acredito que um dia não precisaremos mais de feminismo, porque se não houver mais machismo e formos todos tratados da mesma forma, não precisaremos mais de "rótulos" e não precisaremos mais da palavra feminismo, ainda que a essência exista. Algo como não precisar mais usar a palavra PAZ porque GUERRAS não existem, sacam?

9 de fevereiro de 2015

Carnaval

O Carnaval está chegando e resolvi postar este texto que escrevi antes mesmo de criar o Blog. Só revisei e incluí alguns detalhes.

Primeiro, quero dividir a “categoria” Carnaval em duas: Carnaval de São Paulo e Carnaval do Rio de Janeiro.
SEMPRE achei o carnaval do Rio muito mais apelativo e “comercial” do que festivo, por isso nunca gostei muito.
Então, este post fala apenas do Carnaval de São Paulo.

Dito isto, esclareço que sempre torci pela Gaviões da Fiel (por motivos óbvios rsrs) e simpatizava com a Nenê de Vila Matilde, devido à região que sempre morei.

Confesso que já fui muito mais ligada em Carnaval, sempre quis assistir ao desfile no sambódromo e tal.
Hoje, com um senso crítico maior, aprendi que tudo o que envolve muito dinheiro, pode ser corruptível e quase sempre é. Com o carnaval, não acredito que seja diferente e, por isso, não perco mais tempo torcendo por nenhuma escola. Assisto, acho bonito, mas não torço mais.

Porém, essa reflexão se deu enquanto eu ainda torcia pela Gaviões e, por isso, para quem não simpatiza, pode parecer que eu estou apenas “sofrendo” por ela não ganhar, mas não é isso. São só minhas opiniões e impressões.

Em 2003 a Gaviões passou a incomodar mais depois de sua última vitória no Grupo Especial e, em 2004, depois de uma “fatalidade” (quem sabe se foi mesmo acidente) caiu do Grupo Especial para o Grupo de Acesso – a “série B” do carnaval – mesmo ano em que a Mancha Verde subiu para o Grupo Especial. 

Em 2005, com um desfile impecável, digno de vitória no Grupo Especial, foi a campeã do Acesso e voltou para a elite do Carnaval Paulistano. Eis que em 2006 um problema surgiu: A Liga das Escolas de Samba alegou que o regulamento não permitia mais de uma escola vinculada a time de futebol desfilando no Grupo Especial e, nesse caso, deveria ser criado um novo grupo só de Escolas Desportivas para desfilarem Gaviões e Mancha.

De última hora, a agremiação conseguiu uma liminar que autorizava o desfile no Grupo Especial. Naquele ano, a Mancha-Verde desfilou sem concorrer com ninguém, já que era a única no novo grupo criado.
Toda a organização do Carnaval foi contra essa liminar, mas não tinham o que fazer, senão acatar. Com notas absurdas, sem fundamento e totalmente parciais, conseguiram rebaixá-la novamente numa tentativa de frustrar a direção e, talvez, de acabar com a escola, eu acredito. Não conseguiram...

Ficou claro para mim, naquele ano, que os jurados escolheram não deixar mais a Gaviões ser Campeã do Carnaval.

Em 2007, campeã novamente do Acesso, voltou mais uma vez para a elite do Carnaval de São Paulo.
Com tudo isso, percebo que os jurados estão mais “discretos” agora: há 7 anos a Gaviões não cai, mas também não chega nem perto da vitória.

Eu tenho pra mim, que a Gaviões nunca mais vai ser a Campeã do Carnaval, independente do quão perfeito seja o desfile e isso me entristece porque não acredito que seja mais uma premiação justa. Para mim, não é mais “que vença o melhor”, infelizmente. 

Imagem retirada daqui

15 de janeiro de 2015

Você conhece o Skoob?

Primeiro, feliz ano novo! Agora, vamos voltando à programação normal...

Começa o ano e eis que muita gente faz listas de metas para o ano e, entre elas, metas de leitura.

Para organizar isso, eu - que não fico sem ler - criei um perfil no Skoob, onde listo os livros que já li, estou lendo e quero ler. Isso me ajuda bastante - eu não esqueço dos livros que pretendo ler, como acontecia antes, por exemplo. Quando alguém me indica uma leitura, já adiciono na lista de "quer ler" e pronto, ele fica na estante virtual e não me deixa esquecer dele.

Além de organizar, também tem o histórico de leitura que me ajuda em saber quanto tempo demorei para ler um livro específico ou quantos livros li em um período.

Desta forma a gente não se perde e nem "se engana". Para quem estabeleceu metas de leitura para 2015 é uma ótima pedida.

Lá também tem sorteios, pessoas interessadas em trocar livros, enfim, é uma excelente rede social para amantes de livros, por isso, uso diariamente.

Se quiser conhecer meu perfil no Skoob, clique aqui.

Beijos e boa leitura! =)